terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Realidade Espiritual - Trailler


A mente hiper-ativa deve ceder lugar para um momento de tranquilidade e talvez você possa não saber como fazê-lo. Assim siga as instruções e procedimentos e aumentará consideravelmente a oportunidade para o bem-estar.

É também um momento de você ir ao encontro do seu lado interno, dando vêz a interagir com ele através da mente tranquila.

Seja sua própria observadora e irá fluir junto com o seu lado interno, que é sábio.

"Não tente analisá-lo. Apenas esteja com ele. Se qualquer pensamenteo vier, deixe o pensamento passar... respire profundamente e só esteja com a sua respiração... é tudo para você!"

AM


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A palavra como instrumento de Ajuda ou de Dor

A comunicação verbal é atributo exclusivo do Ser Humano.
A palavra falada é energia e atinge sempre um alvo. Ela pode ferir ou ajudar, consolar ou difamar. A escolha correta do uso da palavra deve ser um exercício diário do Ser Integral.
Quem pensa antes de falar dificilmente erra, porque escolhe com responsabilidade a palavra que irá proferir.
Muitas vezes uma palavra mal direccionada agride muito mais que uma agressão física.
Escolha com calma e discernimento a sua vontade e desejo.
Expresse-se sempre com atenção e cuidado.
Uma palavra proferida não tem volta.
Seja sempre aquele que consola, esclarece, alegra, acalma, explica, ensina, perdoa, ama e ilumina.
Pense Nisso!
Votos de luz e entendimento no seu dia

Benefícios da Respiração Abdominal

A respiração tem uma relação íntima com os nossos estados emocionais, basta pensarmos que, quando estamos aflitos, ansiosos, com medo, a nossa respiração se torna mais rápida e superficial. Assim, podemos dizer que, regra geral, a nossa respiração é afectada pelo nosso estado emocional ou psicológico. Mas, aquilo de que nem sempre somos conscientes é que esta relação também pode ser usada no sentido inverso: a respiração pode ser usada como forma de entrar em estados de relaxamento e tranquilidade.

Stanislav Grof, um psiquiatra que vive nos E.U.A, desenvolveu um trabalho que ilustra bem a importância da respiração para modificar os nossos estados psicológicos. Este psiquiatra é bem conhecido pelo seu trabalho na área da psicologia do desenvolvimento da consciência e da espiritualidade e é também um pioneiro da psicologia transpessoal. Desenvolveu uma técnica a que chamou respiração holotrópica que consiste na adopção de uma respiração rápida, que juntamente com outros estímulos e com a repetição deste padrão respiratório durante algum tempo, acaba por produzir uma alteração dos estados psicológicos que leva ao desbloquear de certas memórias e emoções reprimidas.

Muitos estudos indicam que, de facto a respiração abdominal produz um estado de relaxamento que, com o tempo pode, mesmo acabar por reduzir significativamente a tensão alta e os estados de ansiedade. Na verdade, quando estamos totalmente relaxados, esta respiração surge de uma forma espontânea e natural.

Têm sido feitos alguns estudos acerca dos efeitos calmantes da respiração. A respiração abdominal é usada muitas vezes em psicoterapia para combater estados de ansiedade e ataques de pânico. No ínicio de um ataque de pânico, por exemplo, se formos capazes de fazer algumas respirações abdominais o mais provável é que todos os outros sintomas acabem por não chegar a aparecer e que o ataque acabe mesmo por não ser desencadeado.

No nosso dia-a-dia temos muitas vezes tendência para respirar apenas com a zona superior dos pulmões, movimentando principalmente a zona do peito. Este tipo de respiração é indicado, por exemplo, quando estamos a fazer um exercício físico intenso porque aí o organismo requer um maior consumo oxigénio, num menor espaço de tempo. Esta forma de respirar provoca também uma activação do sistema nervoso simpático que leva o organismo a manter um estado de alerta o que também pode ser adequado em algumas situações. Ao fazermos respiração abdominal, pelo contrário, estamos a estimular o sistema parassimpático, responsável pela resposta de relaxamento.

No nosso dia-a-dia deve haver algum equilíbrio entre estas duas formas de respirar: se usamos sempre a respiração abdominal corremos o risco de nos sentirmos cansados ou sonolentos uma boa parte do tempo mas, se pelo contrário, usamos sempre a respiração superior (com a zona do peito) podemos facilmente entrar num estado de agitação e tensão constante.

Numa análise efectuada num hospital nos EUA (in Brown, 1995), verificou-se que de 153 doentes que deram entrada na unidade hospitalar com problemas de coração, a percentagem de pessoas que respirava predominantemente com a zona do superior dos pulmões, a do peito, era de 100%.


Também é importante o ritmo da respiração. Para criar um estado de relaxamento profundo um ritmo adequado é o que mantém uma proporção 1:2. Isto significa que as expirações terão o dobro do tempo das inspirações, sempre de uma forma confortável, sem nenhum esforço. Durante a fase da expiração os nossos batimentos cardíacos são mais lentos e o diafragma pode relaxar, na sua posição natural, quando os pulmões estão vazios. Ao prolongarmos esta fase acabamos por provocar uma diminuição dos batimentos cardíacos o que, por sua vez, irá desencadear uma resposta de relaxamento em todo o organismo.

Na cultura asiática existe uma certa sabedoria popular que associa o ritmo da respiração ao número de anos de vida observando, de forma pertinente, que os animais com maior número de respirações por minuto, como os coelhos, por exemplo, vivem menos do que aqueles que respiram mais devagar, como os elefantes ou as tartarugas.

Sintonizar-mo-nos com a respiração também nos ajuda a entrar em sintonia com as partes mais profundas de nós, Alexander Lowen (1972), pai da bioenergética diz que “A respiração guarda o segredo da vida....Na respiração nós participamos inconscientemente da Vida Maior...a respiração é um processo de expansão e contracção que envolve todo o corpo e é, ao mesmo tempo, consciente e inconsciente.” (pg. 44). È esta fronteira entre o consciente e o inconsciente em que a respiração se situa que também nos permite dar esse mergulho para dentro de nós mesmos através da simples observação do seu constante fluir, uma importante técnica de meditação que faz parte de várias escolas espirituais.

YogaTerapia

  As técnicas mais vulgarmente usadas em yogaterapia são: o asana – posições que influenciam directamente os órgãos, as glândulas e o sistema nervoso, mas que podem ter também uma importante influência sobre os estados mentais; o pranayama- exercícios respiratórios, que exercem uma influência ao nível do sistema nervoso e das emoções, e o relaxamento e a meditação, que têm um papel importante no combate ao stress e à ansiedade e que podem também ajudar a criar estados de espírito mais optimistas e propícios à cura.

Um dos aspectos que distingue a yogaterapia de outras terapias mais convencionais e que a torna um meio adequado para o tratamento tanto de perturbações físicas como mentais, é a visão holística que tem do ser humano. A palavra Yoga, do sânscrito, significa literalmente unir, e a prática do yoga é muitas vezes encarada como uma forma de unir a mente ao corpo. Em yogaterapia, temos noção que não podemos tratar só o corpo ou a mente da pessoa. Ao tratar, por exemplo, uma dor de costas, poderemos usar vários asanas que ajudem a aliviar a dor e até mesmo a corrigir as suas causas, mas não podemos ignorar os factores psicológicos que a dor terá com certeza influenciado ou que, muitas vezes, podem mesmo tê-la causado.

Hoje em dia há cada vez mais certezas em relação à forma como a mente influencia o corpo e vice-versa. Sabe-se que a esperança que a pessoa tem de se curar e a capacidade que tem de direccionar todos os seus recursos internos para essa cura são essenciais para o bom andamento do processo terapêutico. Mesmo quando usamos fármacos, há já muitos estudos que nos dizem que estes não têm tanto efeito se a pessoa não acredita neles ou no médico que os receitou; outros estudos mostram ainda que tomar um comprimido formulado para curar determinada perturbação, por vezes, pode ter exactamente o mesmo efeito, do que tomar um placebo em que a pessoa acredita.

Cada vez mais pessoas que procuram o yoga como forma de tratar alguns problemas de saúde. Mas, se é verdade que os benefícios desta prática podem ser colhidos pela prática regular em aulas de grupo, também é verdade que esta nem sempre é acessível às pessoas que sofrem de problemas mais marcados de saúde; embora os praticantes de yoga, ao contrário do que muitas vezes se crê, não tenham que ser pessoas flexíveis e ágeis e, apesar de muitas vezes os exercícios mais eficazes no yoga serem justamente os mais simples e não os mais espectaculares e impressionantes que tantas vezes são divulgados. Ainda assim, para pessoas com uma saúde muito débil, ou com vários problemas em simultâneo, por vezes as técnicas têm que ser bastante adaptadas e este é um trabalho que nem sempre é possível fazer dentro de uma aula de grupo, apesar de nestas também ser muito importante ter em conta que a prática deve ser sempre adaptada ao indivíduo e nunca o indivíduo à prática.

Temos também consciência de que todos somos diferentes e que, por isso, o que faz bem a algumas pessoas não será necessariamente o melhor para outras. Por isso, em yogaterapia, todo o trabalho é feito individualmente (ou em grupos muito pequenos em que todos os participantes apresentem um problema de saúde comum) de forma a que as sessões sejam personalizadas e direccionadas para a resolução de uma problemática específica, usando as técnicas que forem mais relevantes para cada caso e para cada pessoa.

Outro aspecto que importante da yogaterapia, é a responsabilização da pessoa pelo seu próprio processo de cura. Por isso é importante que a pessoa perceba correctamente os exercícios que são feitos em cada sessão, bem como a sua utilidade, para que possa em casa, diariamente, pô-los em prática. Esta prática regular (ainda que possa não ocupar mais de 10, 15 minutos por dia) é essencial para que se obtenham todos os benefícios terapêuticos, mas tem também o mérito de devolver à pessoa a capacidade de aprender a estar bem e a segurança de saber que tem ao seu dispôr um conjunto de exercícios que poderão devolver-lhe qualidade de vida e contribuir para uma existência mais saudável e preenchida por momentos de bem-estar.

Aulas de YogaTerapia individuais
Ana Melo
Lisboa - 967431399