quarta-feira, 27 de junho de 2012

Mastigue durante as mudanças.


As coisas mudam. E nós queremos que seja assim ou a vida seria entediante. Entretando, cuidar do nosso corpo em períodos de mudança é crucial. Nosso corpo precisa de tempo para se ajustar à mudança podendo assim nos sustentar. Isso serve para qualquer tipo de mudança, seja uma mudança de trabalho, um grande passo na vida ou uma viagem e até a mudança de estação.

Existem diversas maneiras de enfrentarmos as mudanças externas por meio do nosso sistema imunológico. Um método simples e efetivo é comendo uma cebola crua por dia! Os compostos bactericidas do enxofre na cebola crua ajudam a sintonizar o sistema imunológico, digestivo e glandular do nosso corpo. Não é tão difícil quanto parece. Tempere sua salada com pedacinhos de cebola roxa crua. Coloque pedacinhos de cebola crua ralada na sua comida preferida ou adicione pedacinhos dela na sua sopa para ficar mais crocante e saborosa. Experimente fazer isso por 40 dias. Mastigue durante as mudanças com gosto!

Yoga

"Entregar-se com zelo à prática, auto-conhecimento, estudo das escrituras sagradas e entregar-se à Deus são ações do yoga" - BKS Iyengar


O livro Yoga Sutra traça um plano de vida que parte da ação física para o conhecimento espiritual, nos guiando até o caminho da liberdade. Esse plano, ou caminho, possui oito ensinamentos. Costuma-se ilustrar esses ensinamentos como degraus de uma escada para atingir o Samadhi. De fato, atingir o Samadhi requer muita prática, sabedoria e principalmente disciplina. Contudo, na minha interpretação, eu observo esses 8 ensinamentos mais como raios de uma roda que degraus de uma escada. Todos ensinamentos trabalham em conjunto para a roda da vida girar em equilíbrio. Não necessariamamente precisamos aprender os yamas para depois adquirir os niyamas e assim por diante. No meu ponto de vista, cada ensinamento é uma engrenagem fundamental para a vida fluir em harmonia.

Racionalizando para colocar em prática os ensinamentos existe uma certa linearidade já que os 4 primeiros passos (Yamas, Nyamas, Asanas e Pranayama) são os meios para colocar a espiritualidade em ação. Se quisermos comparar, os yamas e niyamas são como os 10 mandamentos. São as 10 atitudes que um yogini deve ter como base, como fundamento primordial. Essas 10 atitudes são muito básicas. São atitudes que qualquer religião prega. Vejamos:

Yamas:
Ahimsa - não violencia;
Satya - não mentir;
Asteya - não roubar;
Brahmacarya - moderação;
Aparigraha - desapego

Niyamas:
Sauca - limpeza;
Santosa - contentamento;
Svadhyaya - auto-conhecimento;
Isvara-Pranidhana - devoção a algo maior.

Se usarmos a ilustração linear (da escada), os yamas e nyamas são os 2 primeiros passos da nossa busca. São as atitudes básicas que devem guiar nossas vidas. Em seguida vêm os asanas, que são as posturas físicas e depois pranayama que é a respiração consciente. Esses 4 ensinamentos: yamas, niyamas, asanas e pranayama; em conjunto são as ferramentas fundamentais para nos levar ao encontro de nossa espiritualidade. Esses 4 ensinamentos são ações praticadas pelo nosso corpo físico. Esses 4 ensinamentos são ações conscientes da nossa mente. São conhecidos como Tapas, ou espiritualidade em ação.

Os yamas e niyamas nos proporcionam equilíbrio interior (yamas), equilíbrio no convívio com a sociedade (niyamas) e com o universo. Os asanas nos proporcionam vigor físico, aprofundam nossos sentidos e aumenta o poder de concentração. Com pranayama adquirimos controle no rítmo da nossa respiração, conquistando com isso contato com a nossa energia vital. Essas 4 práticas restauram nosso corpo, refinam nossa mente, traz paz ao coração, nos proporcionando tranquilidade no meio do turbilhão de pressões da vida cotidiana.

Os próximos 2 passos são conhecidos como svadhyaya ou auto-conhecimento, e é compreendido por pratyahara e dharana. Pratyahara literalmente significa "virando para dentro" e dharana é concentração. Juntos, pratyahara e dharana ou seja, svadyaya, significa chegando perto da sua verdadeira essência, é o auto-conhecimento. É a mais profunda forma de conecção com nossa verdadeira essência.

Dhyana e Samadhi são os dois últimos passos e juntos formam isvara, a fronteira final - a entrega do ser como indivíduo para o ser universal, a compreensão do todo. Dhyana é meditação, e samadhy é a união com o objeto da meditação - o estado onde não é mais necessário meditar, onde reexperimentarmos nossa unidade primordial, onde voltamos para casa.
Esses 8 passos são como um mapa, não só para yoga mas para a vida, a jornada é mais importante que o destino. Precisamos simplesmente estar abertos para nosso potencial espiritual e desejarmos agir por nós mesmos.

Porquê Ganesha é representado com uma cabeça de elefante.


Ganesha é o primeiro deus a ser reverenciado em todos os rituais Hindus. Está nas portas dos templos e casas protegendo as suas entradas. Ganesha é o deus que remove todos os obstáculos, ele é o protetor de todos os seres. Ele também é o deus do conhecimento. Ganesha representa o sábio, o homem em plenitude, e os meios de realização.

Ganesha é o filho primogênito de Shiva e Parvati e foi batizado por Parvati como Ganapati.

Muitas histórias descrevem a razão de Ganesha ser representado com uma cabeça de elefante. Uma delas conta que, Parvati concebeu Ganapati na ausência de Shiva e como eles moravam no meio da floresta, Parvati treinou Ganapati para ser seu guardião e protegê-la. Depois de muitos anos meditando nas montanhas Shiva retornou para Parvati e encontrou Ganesha na porta da choupana de Parvati. Ganapati sem saber quem era, o proibiu de entrar. Shiva ordenou que seus guardas lutassem contra Ganapati. Ganapati venceu todos, só não venceu Shiva que decapitou sua cabeça.

Quando Parvati surge (as lendas dizem que ela estava no banho) ela grita para Shiva dizendo que ele matou o filho deles. Shiva fica desolado e diz que se for mesmo filho dele seria um deus e que não poderia estar morto. Então, ele vai atrás de uma cabeça. O único ser vivo que Shiva encontrou foi um elefante bebe. Sendo assim, ele levou para Shiva a cabeça do elefante e colocou em Ganapati.

Ganapati passou a ser conhecido como Ganesha, o deus (Isha) de toda a existência (Gana) após ganhar uma disputa com seu irmão Kartikay. Foi dada aos irmãos a incumbência de dar a volta no universo. Kartikay saiu correndo para dar a volta no globo enquanto Ganesha simplesmente deu a volta ao redor de Shiva e Parvati, seu pai e sua mãe, e a fonte de toda a existência.

A figura de Ganesha é representada por símbolos, cada qual com um significado. O rato abaixo de sua imagem representa o domínio sobre a vaidade e extravagância. O caramujo representa o som da criação, Akash. A machadinha que ele segura é para decapitar o apego aos objetos como forma de desejo. O gesto de sua mão (mudra) representa coragem. A cobra significa controle sobre o que a paixão destrói e ao mesmo tempo representa seu pai, Shiva. A bandeja de modaka (um doce hindu) representa um dos 3 gunas, Sattva (a essência ou corpo sutil) como forma de plenitude.

Ganesha é o criador e removedor dos obstáculos. Cantar mantras sobre Ganesha nos dá equilíbrio interior!